O local escolhido pelo grupo para a intervenção em
Diamantina- MG foi o Beco Zé de Lota. Nele, dispúnhamos de dois ambientes
distintos e contrastantes: um "corredor" neutro, usado pelas pessoas
somente para passagem, e um espaço amplo triangular, pouquíssimo usado, que
acabava tomando para si a funcionalidade do corredor: apenas passar. Durante a
análise e entrevistas, observamos que uma das principais razões para o beco não
ser um local convidativo era o caráter impessoal causado pela ausência de
componentes atrativos. Dessa forma, a proposta da equipe era despertar na
população um estado contemplativo quanto aos elementos e verticalidade do beco,
indo de encontro ao hábito geral de passar por ali com indiferença; assim como
explorar o potencial da área triangular para a permanência das pessoas, uma vez
que seu layout propicia um ambiente agradável, tranquilo e acolhedor. Para
isso, utilizou-se uma projeção de sombras na parede, além de planos de fios na
área aberta. O resultado foi satisfatório quanto à interação do público com a
instalação, que serviu de playground para crianças. Ambos os objetivos -o de
reduzir a indiferença e o de induzir a permanência- foram alcançados durante o
período de exibição.
Comentários
Postar um comentário