A partir do desafio lançado na
aula do dia 16 de março de 2017, pode-se refletir e determinar algumas relações
entre o uso de roupas e a criação de projetos de arquitetura. Dentre as
semelhanças que podem ser estabelecidas entre a arquitetura e as roupas destacam-se, primeiramente, suas funções de proteção. Um dos objetivos das
edificações, de modo geral, é proteger o homem de perigos externos e de intempéries,
do mesmo modo como as vestimentas oferecem certa proteção ao corpo, seja
tornando-o menos exposto a sujidades e desgastes físicos quanto o aquecendo em baixas
condições de temperatura. Além dessa similaridade, pode-se notar também uma
função social comum à arquitetura e às roupas: a expressão de traços
individuais ou coletivos, materializados em algo que representa alguém ou um
conjunto. Em tese, as roupas que determinada pessoa usa pode tanto manifestar características
de sua personalidade individual quanto de um grupo ou tribo social ao qual ela se
sente pertencida. Da mesma forma, um projeto arquitetônico pode tanto exibir marcas
típicas e representativas de certo arquiteto quanto refletir impressões e
evidências culturais da sociedade ao qual está inserido. Dessa forma, as
vestimentas e as obras arquitetônicas são muito parecidas em suas funções
básicas, diferenciando-se na escala em que se apresentam e influenciam na vida
humana, de modo que, por exemplo, se espera de uma edificação maior proteção
que o mero uso de roupas, assim como uma edificação, em função de seu
porte e durabilidade, é muito mais impactante nas informações que traz sobre
algo do que o uso cotidiano de vestimentas.
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